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Copasa, por que a Serra está tendo tantos vazamentos?

É comum recebermos o contato de leitores avisando sobre vazamentos de água e esgoto. Nos últimos meses acionamos a Copasa para corrigir problemas em vias como Ouro, Afonso Pena, Pirapetinga, Capivari etc. A fim de entender melhor a situação, conversamos com Simone Neves, gerente da Regional Belo Horizonte Sul. “Não temos notado um aumento de ocorrências na Serra. Normalmente há 12 vazamentos de esgoto e quase 30 de água por mês”.

Questionamos sobre os motivos pelos quais a Copasa conserta um vazamento e, semanas depois, o problema volta a ocorrer: “O grande desnível do bairro faz com que a rede seja submetida a uma pressão excessiva, o que provoca rompimentos. Há locais em que ela é próxima dos 200 metros de coluna d’água (imagine segurar 20 mil garrafas PET cheias do líquido, uma em cima da outra, formando um edifício de 60 andares). Mesmo após o reparo, o dispositivo pode não suportar a força da água e precisar ser trocado de novo”. A companhia tem realizado estudos para colocar mais mecanismos de controle de pressão, além de sempre adaptar a rede às mudanças no sistema de abastecimento por causa do crescimento da Serra, com cada vez mais prédios novos. Mesmo o bairro sendo antigo, Simone explica que os materiais utilizados no encanamento ainda não chegaram ao fim da vida útil: “Fazemos avaliações de rotina para substituí-los”.

Outro ponto importante para evitar vazamentos é cada morador cuidar da rede de esgoto do seu imóvel. “No vaso sanitário só resíduos fisiológicos devem ser descartados, mas as pessoas jogam diversos objetos como preservativo, fralda, absorvente, cotonete, papel higiênico, restos de comida etc., causando entupimentos”. Os grandes vilões são fios de cabelo, que se misturam a outros materiais e formam uma bucha, e gordura/óleo de cozinha na pia, pois se solidificam e vão incrustando na rede até obstrui-la, podendo causar a volta do esgoto para os cômodos. “Utilize papel-toalha para limpar o excesso de gordura das panelas e jogue no lixo”.

A fim de evitar vazamentos e a quebra da rede no período chuvoso, quando são comuns erosões no asfalto e tampas de esgoto voando, a Copasa está vistoriando imóveis na Serra e região. “Em BH existe um sistema separador em que o esgoto vai para a estação de tratamento e a água da chuva é direcionada às bocas-de-lobo. Porém, os imóveis mais antigos costumam ter um mesmo encanamento para ambos, o que causa sobrecarga no sistema, preparado para receber apenas o esgoto. A Serra é um dos bairros com mais problemas do tipo”. Em caso de inconformidades no encanamento e/ou na caixa de gordura, o cliente é orientado a corrigir as pendências em até 90 dias e chamar a Copasa para uma nova vistoria. “É comum encontrarmos resistência dos moradores em deixar o funcionário da Copasa adentrar o imóvel. Das 1.273 visitas no bairro, 970 tiveram impedimento ou portão fechado”. Inseguro? Ligue 115 e pergunte se há uma ordem de serviço aberta.

Simone explica que o Decreto Estadual nº 44.884, de 1º de setembro/2008, estabelece como infração o impedimento do acesso ao funcionário da companhia ou agente habilitado à instalação de água e esgoto de imóveis particulares. “A quem negar a entrada do técnico é concedido um prazo de 15 dias para permitir a vistoria sem ônus. Após esse período, é prevista uma sanção recorrente na qual o proprietário recebe uma multa na conta de água a cada mês, até que seja autorizado o acesso do profissional”. A inspeção dos imóveis é essencial para prevenir problemas maiores e preservar o funcionamento da rede. Ao permitir a entrada do técnico e cuidar do seu próprio encanamento, você contribui para uma Serra mais segura e saudável para todos!

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